Um passo de cada vez, mas um salto quando é preciso.

Resolvi colocar a mão novamente neste note e voltar a escrever algo. Então vamos lá.
Sempre tive um espírito “aventureiro”, queria viajar, conhecer outros lugares, outras culturas, mas durante muitos anos fiquei aprisionado em minha vida, talvez por me dedicar a outras coisas não menos importantes como namoro, família, trabalho, etc.

Muitas coisas aconteceram na minha vida nestes últimos 2 anos (e muita coisa ainda vai acontecer). Acontece que eu decidi, vamos dizer, largar (quase) tudo e dedicar a mim mesmo. Isso resultou em viagens para Europa, mochilão para América do Sul, vários lugares no Brasil, entre outras coisas.

Durante estas viagens conheci muitas pessoas e fiz muitas amizades, pessoas que sem querer mudaram (e muito) a minha maneira de pensar e ver o mundo. Dentre elas, está o Alex, um françes que conheci no Salar de Uyuni (Bolivia), que decidiu dar uma volta ao mundo, isso mesmo, ele pegou barraca, mochila e uma câmera e viajou durante um ano (veja seu blog “Le tour du monde d’Alex“), o Jimmy Valencia, um DJ espanhol que viveu 10 anos em Londres e decidiu fazer um tour pela América Latina, tocando e aprendendo novos sons, o antropólogo Sebastian e o economista Pablo, dois colombianos que viajaram boa parte do mochilão comigo, a Juliana e o Nesta, dois amigassos, que também adoram colocar uma mochila nas costas, e por ai vai. Vou para por aqui, senão escrevo um livro só sobre as pessoas sensacionais que conheço.

Todas as pessoas que citei acima, e muitas outras, não menos importantes, que não deu para citar, me fizeram perceber que uma foto, uma sensação, ou até mesmo um sorriso ‘dourado’ de uma chola boliviana (rs) me faz mais feliz que um bom salário, um emprego, uma casa, etc.

Hoje, depois de quase 11 anos trabalhando com Web e desenvolvimento muitas vezes penso que segui o caminho errado, ou não, se não tivesse seguido este caminho talvez não chegaria neste ponto de poder pensar em seguir outra direção.

Enfim, este post foi, vamos dizer, um desabafo e uma seta indicando uma nova direção. Começarei a escrever mais sobre minhas viagens, o que vi, como fiz e o que aprendi, para quem sabe, ajudar outras pessoas que queiram seguir este meu caminho…

DiegoAlex - Puerto Quijaro - Bolivia

“… Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
(“Mar sem fim”- Amyr Klink)

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One thought on “Um passo de cada vez, mas um salto quando é preciso.

  1. É isso ai Diego …boa sorte siga em frente, vc vai longe…viva a cada dia como se fosse o último!Apesar de te conhecer tão pouco te quero mt bem…De coração te desejo mt sorte e sucesso …Vai voa passarinho..rsrs melhor wolverine… uma abraço bjuss.. ; )

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